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Blog da Família

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ALERGIA À PROTEÍNA DO LEITE DE VACA

  • Foto do escritor: Paula Vereza
    Paula Vereza
  • 19 de jul. de 2020
  • 2 min de leitura


Você acha que seu filho (a) teve, ou tem alergia à proteína do leite de vaca?

O seu, ou sua filha apresentou alguns dos sinais clínicos?

- Vômitos frequentes?

. Diminuição no ganho esperado de peso?

- Aumento na frequência de evacuações?

- Irritabilidade exagerada (mudança no humor)?

- Dermatite atópica ou rinite alérgica?

- Dificuldade para evacuar?

- Encontra-se, o seu filho (a) em uso de fórmula láctea industrializada, ou alimentação mista

Leite materno e fórmula)?


A alergia à proteína do leite de vaca ocorre em 1,9 a 4,9% das crianças com menos de um ano de idade. Aqui merecem duas considerações:


- A alergia é uma reação imunológica errada” contra as proteínas do leite de vaca, e não contra a lactose, que é o açúcar natural de todos os leites dos mamíferos (inclusive os humanos).

Concluindo: não existe alergia à lactose.


- A alergia, ou sensibilização, ocorre principalmente nas crianças abaixo de seis meses de idade, coincidindo com um a fase de imaturidade do sistema imunológico do bebê.


Existem quatro possíveis mecanismos imunológicos que desencadeiam as manifestações de alergia. O tipo I, também chamado anafilático, determina o quadro clínico mais fácil de reconhecer, pois os sinais e sintomas são imediatos (em segundos ou poucos minutos): vômitos, placas vermelhas (urticária) pelo corpo, edema (inchaço) labial ou palpebral, tosse e algumas vezes dificuldade respiratória.

Esse tipo anafilático clássico é a única forma possível de diagnóstico laboratorial: a dosagem de IgE específica contra proteínas do leite de vaca estarão elevadas. A pergunta é: se os sinais clínicos são absolutamente típicos existe a necessidade da dosagem da IgE sanguínea?

As outras formas de alergia, que também tem o seu início no primeiro semestre de vida, não alteram os valores da IgE sanguínea? Não. Pois ocorrem através de outras vias do sistema imunológico. Concluindo, a dosagem de IgE específica não se presta para o diagnóstico da grande maioria dos quadros de alergia à proteína do leite de vaca (APLV). A maioria das fórmulas lácteas industrializadas utilizam a proteína do leite de vaca na sua composição.


Portanto, esse diagnóstico é baseado na suspeição através de dados e informações clínicas:

1) Início no primeiro semestre de vida, lento e gradualmente

2) Vômitos, de frequência variável

3) Irritabilidade (mau humor e choro frequente)

4) Diminuição drástica na curva de ganho de peso

5) Dermatite atópica

6) Diarreia crônica: aumento do número de evacuações por dia e diminuição da

consistência das fezes

7) Dor à evacuação, ou mais raramente, constipação.

8) Sinais de doenças respiratórias crônicas


O tratamento, exceto no tipo I (anafilático), nunca deverá ser tentado com o leite de soja, pois há grande possibilidade de falha. O tratamento de escolha é através da utilização das chamadas fórmulas extensamente hidrolisadas. Alerta importante: existem as chamadas fórmulas lácteas “parcialmente hidrolisadas” , que não são indicadas. Na nossa próxima oportunidade, para desfazer dúvidas e mitos, abordaremos o tema

“Intolerância à lactose”.


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